Empreendedorismo feminino avança no Brasil, mas liderança ainda é desafio

Nas últimas décadas, o empreendedorismo feminino tem ganhado força no Brasil e se consolidado como um dos motores de transformação econômica e social. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) Brasil 2024–2025 mostram que as mulheres já representam uma parcela significativa dos negócios em estágio inicial e também de empresas já estabelecidas, indicando uma presença cada vez mais consistente no ecossistema empreendedor do país.

Apesar desse avanço, a presença feminina ainda encontra barreiras quando o assunto são posições de liderança em empresas de maior porte. Levantamento do Inter-American Development Bank (IDB), em parceria com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), aponta que as mulheres representam 30,6% dos empregadores no Brasil, ou seja, empresas com funcionários, e cerca de 35,3% dos proprietários de negócios no país.

Os números mostram que, embora a participação feminina no empreendedorismo esteja em crescimento, as mulheres ainda estão sub-representadas em cargos de presidência e nos espaços de decisão mais estratégicos das organizações.

Presença feminina no empreendedorismo brasileiro

Diante desse cenário, uma questão importante surge: o crescimento do número de empreendedoras já significa igualdade de oportunidades no mercado?

Os dados indicam que ainda não. Embora as mulheres estejam cada vez mais presentes no ecossistema empreendedor brasileiro, especialistas apontam que a equidade plena depende de ações estruturais que ampliem o acesso a crédito, redes de apoio, capacitação e oportunidades de liderança.

Esses fatores são considerados fundamentais para que o crescimento numérico das mulheres empreendedoras se traduza também em presença efetiva nos espaços de decisão e maior protagonismo no ambiente empresarial.

Lideranças femininas em Ribeirão Preto

Camila Nocera

Camila Nocera

Na região de Ribeirão Preto, exemplos de mulheres que ocupam posições estratégicas mostram como esse movimento já se reflete no interior paulista. Empresas como Febracis, Del Lama e Casa Silva contam com lideranças femininas que participam diretamente das decisões estratégicas e do desenvolvimento de equipes.

Entre esses nomes estão Camila Nocera, Andrea Del Lama e Dulce Correa, empresárias que atuam na condução de planejamento, expansão e posicionamento de mercado em suas organizações.

Uma pergunta importante nesse contexto é: qual o impacto da presença feminina na liderança das empresas?

As trajetórias dessas executivas indicam que a presença feminina contribui para fortalecer a cultura organizacional, ampliar a diversidade de perspectivas e estimular ambientes corporativos mais colaborativos.

Andrea Del Lama

O impacto do protagonismo feminino no mercado

O crescimento dessas lideranças reflete um movimento mais amplo de fortalecimento do empreendedorismo feminino no interior paulista. Mais do que superar barreiras históricas, essas mulheres consolidam sua atuação como líderes e ampliam a presença feminina nos espaços de decisão.

Esse protagonismo também tem um efeito inspirador no mercado, abrindo caminhos para novas gerações de mulheres que buscam empreender e ocupar posições estratégicas no mundo dos negócios.

Dulce Correa

Na sua opinião, qual ainda é o maior desafio para ampliar a presença feminina na liderança das empresas: acesso a crédito, oportunidades de gestão ou reconhecimento profissional?



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